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Afinal qual é o problema dos motores PureTech da Stellantis?

Carro elétrico branco futurista modelo Puretech em exposição iluminada em salão automotivo.

Desde o seu lançamento em 2012, os motores PureTech a gasolina - família de blocos de três cilindros com 1,0 litro e 1,2 litro - foram apresentados como exemplos de eficiência e modernidade.

A estreia aconteceu no primeiro Peugeot 208, em 2012, e, pouco tempo depois, essa família passou a equipar vários modelos do grupo, chegando a carros da Peugeot, Citroën, DS Automobiles e Opel.

Mas, ao longo do tempo, eles foram acumulando um histórico de falhas técnicas que deixou de poder ser tratado como algo pontual. Neste artigo, explicamos o que está por trás do problema e como perceber os sinais antes de enfrentar uma avaria silenciosa.

O que está realmente em causa nos motores PureTech

Dois sintomas aparecem com frequência: consumo excessivo de óleo e desgaste prematuro da correia de distribuição. Esse segundo ponto é especialmente grave porque, ao contrário das correias secas tradicionais, nos PureTech a correia trabalha imersa em óleo. Isso a torna mais vulnerável a falhas de lubrificação, à qualidade do lubrificante utilizado e até à periodicidade das revisões.

O resultado disso? Muitos motoristas acabaram surpreendidos por consertos caros fora da garantia, mesmo tendo seguido o plano de manutenção. Nos casos mais sérios, a quebra da correia provocou danos internos no motor, obrigando à troca completa da unidade.

Como a Stellantis reagiu aos problemas dos motores PureTech

Diante da pressão crescente de clientes, oficinas e da imprensa especializada, a Stellantis admitiu os problemas. Em abril de 2024, o grupo ampliou a garantia do motor 1.2 PureTech para até 10 anos ou 175 000 km, com efeito retroativo, desde que os clientes tenham cumprido o plano de manutenção definido.

Mais recentemente, em maio de 2025, a Stellantis também anunciou uma política de indenização para reparos realizados entre 1 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2024, abrangendo não apenas o motor 1.2, mas também o 1.0 da mesma família. As exigências são rígidas: a manutenção precisa ter sido feita conforme o plano oficial e os reparos devem ter sido executados por oficinas da rede autorizada.

O que devem fazer os clientes afetados

A marca lançou uma plataforma digital - https://stellantis-support.com - em que os proprietários podem registrar seus pedidos de compensação. É preciso criar uma conta e enviar a documentação das intervenções feitas no motor. A partir daí, cada caso é avaliado individualmente.

Para muita gente, isso chega tarde. Ainda assim, é uma tentativa de recuperar a confiança em uma família de motores que, apesar da proposta técnica, acabou pesando no bolso de milhares de motoristas.

No caso do PureTech, houve uma evolução importante em 2023 com a chegada da tecnologia HYBRID 48V. A alteração mais relevante foi a troca da correia de distribuição imersa em óleo por uma corrente - veja tudo o que mais mudou no motor.

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