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Avião: algumas companhias aéreas europeias agora proíbem o uso de baterias externas.

Pessoa guardando power bank na bolsa dentro de avião, com celular carregando na mesa dobrável.

Desde esta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, passou a ser proibido usar bateria externa a bordo de qualquer voo operado por uma companhia aérea do grupo Lufthansa. Para quem depende desse acessório, é uma mudança bem amarga.

Quem viaja com frequência sabe: a bateria externa muitas vezes salva. Seja para aguentar um voo de longa duração (ou mesmo um trecho mais curto, se a bateria do seu smartphone deixa a desejar), ela virou praticamente um item obrigatório na mochila ou na pochete.

A partir de agora, porém, se você for voar com Lufthansa, Swiss, Austrian Airlines, Eurowings, Edelweiss Air ou Brussels Airlines, não dá mais para contar com a bateria externa durante o voo - porque o uso em cabine foi vetado.

Bateria externa no grupo Lufthansa: o que muda a bordo

A regra ficou mais rígida em pontos bem específicos:

  • Não é mais permitido usar a bateria externa para recarregar nenhum aparelho durante o voo. Antes, isso era aceito desde que a bateria ficasse visível (por exemplo, sobre a mesinha do assento) e sob supervisão.
  • Carregar a própria bateria externa dentro do avião já era proibido no grupo Lufthansa desde maio de 2025. Ou seja, já não era permitido conectá-la à tomada da aeronave.

Bateria externa e avião: regulamentação mais dura

Ao longo do ano passado, vários incidentes envolvendo baterias externas levaram companhias aéreas a revisar suas políticas. Em janeiro de 2025, um Airbus A321 pegou fogo em solo na Coreia do Sul devido a uma bateria externa que entrou em embalamento térmico. Com isso, as empresas passaram a buscar formas de reduzir o risco de superaquecimento a bordo.

Ainda assim, nem pense em colocar a bateria externa na mala despachada. Isso já é proibido há vários anos, justamente porque, se houver superaquecimento no porão de bagagens, ninguém consegue agir rapidamente. Por esse motivo, a bateria externa pode ir com você na cabine - mas, com a nova política do grupo Lufthansa, não vale deixá-la dentro da mochila guardada no compartimento superior.

A partir de agora, a orientação é que a bateria externa permaneça com você, para que consiga reagir caso ela aqueça de forma inesperada. Em resumo: você pode levar, mas não pode usar e também não pode recarregar. Segurança em primeiro lugar.

Em cabine, em um voo de uma companhia do grupo Lufthansa, é permitido levar duas baterias com capacidade máxima autorizada de 100 Wh. Para qualquer capacidade entre 100 e 160 Wh, será necessário apresentar uma autorização por escrito. Acima disso, é simplesmente proibido. Direto ao ponto.

Esse endurecimento não deve soar estranho para quem voa com frequência pela Air France. A companhia francesa já proíbe o uso de baterias externas durante o voo. Na China, as regras são ainda mais rígidas: há anos, se a sua bateria externa estiver mais antiga e com etiqueta desgastada, deixando a capacidade difícil de ler, você não consegue embarcar. Pelo menos, é claro. Além disso, desde o verão de 2023, a certificação CCC (China Compulsory Certification) passou a ser obrigatória em baterias externas. Se a sua não tiver, é tchau também. Por isso, se você tem uma viagem marcada para a China, vale conferir com antecedência se esse logotipo aparece na sua bateria externa.

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