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Marinha da Índia adia para 2026 a incorporação do INS Aridhaman, o terceiro submarino nuclear lança-mísseis da classe Arihant

Homem da marinha com prancheta inspeciona submarino preto ancorado ao pôr do sol.

A Marinha da Índia estaria a trabalhar com uma nova previsão de entrega - mais tardia do que estimativas anteriores que já reconheciam atrasos - para finalmente colocar em serviço, em 2026, o terceiro dos seus novos submarinos nucleares lança-mísseis balísticos, conhecidos como classe Arihant. No início deste ano, a imprensa local calculava que a força receberia essa unidade ao longo de 2025, numa tentativa de fortalecer o quanto antes as capacidades de dissuasão do país, algo que agora aparenta não ser viável.

INS Aridhaman e Marinha da Índia: testes de mar finais empurram a entrada em serviço para 2026

A indicação desse novo cronograma foi sugerida nesta terça-feira pelo atual chefe da Marinha da Índia, Dinesh K. Tripathi, ao responder perguntas da imprensa indiana. A autoridade afirmou que o submarino em causa - que terá o nome INS Aridhaman - deverá ser comissionado em breve, após concluir os seus testes de mar finais, etapa em que se encontra atualmente. Com isso, analistas avaliam que essa fase não deve terminar no que resta de dezembro, mas apenas no início de 2026.

Frota da classe Arihant e a tríade nuclear de Nova Délhi

Vale lembrar que a Marinha da Índia já dispõe das duas primeiras unidades da classe Arihant: o INS Arihant e o INS Arighaat, incorporados em 2018 e 2024, respetivamente. Esse avanço permite começar a estruturar uma frota que, no futuro, deverá somar quatro unidades, reforçando um dos pilares da tríade nuclear que Nova Délhi procura manter, com o objetivo de assegurar uma vantagem qualitativa face ao seu rival regional histórico, ou seja: o Paquistão.

Tubos de mísseis, K-4 e K-15: o que muda no INS Aridhaman

Nesse contexto, é importante destacar que os dois primeiros submarinos da classe Arihant contam com até quatro tubos de mísseis, enquanto o novo INS Aridhaman deverá ter o dobro, graças às suas dimensões maiores (cerca de 10 metros mais longo). Segundo relatos anteriores da Federation of American Scientists, cada tubo pode transportar um míssil balístico K-4 ou, alternativamente, três mísseis K-15. No primeiro caso, trata-se de um armamento com alcance em torno de 3.500 quilômetros; já o segundo chegaria à marca de 1.500 quilômetros - ambos com alcance suficiente para atingir alvos dentro do território chinês e paquistanês.

Comparação regional: Paquistão e China

Ao comparar as capacidades da Índia com as desses dois países, destaca-se que o Paquistão atualmente não possui submarinos capazes de empregar esse tipo de armamento, e o projeto para dotar o país de um novo míssil adequado ao lançamento a partir dessas plataformas ainda estaria em desenvolvimento. Já a Marinha chinesa dispõe de uma frota de submarinos com capacidade de ataque nuclear e, além disso, conta com um número de unidades superior ao previsto para a classe Arihant; há relatos a apontar para seis unidades no momento.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos.

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